Desistência
Estou cansado dessa vida,
Cheia de desgraças alheias,
Dessa minh’alma puída,
Cheia de feridas feias.
Estou suado, estou sujo,
Sinto a raiva no meu estômago,
Meu coração caiu em desuso,
Sem direção vou caminhando.
Mas, assim, não vou desistir,
Não é de minha índole patética,
Minha ação será destruir,
Tudo o que chamo de estética.
E do meu governo destituir,
Aquilo que penso ser ética.
Metalingüística
As vezes não termino,
Minhas próprias poesias,
Ficam sozinhas sem um fim,
Em eternas romarias.
Quase nunca consigo,
Concluí-las com efeito,
E fico lendo e relendo,
Trocando os versos sem jeito.
Nem sempre consigo,
Completar um soneto,
As formas que instigo,
As palavras que prometo.
Sou meu próprio inimigo,
Na composição do texto.
Um lar de mulheres
Há 3 semanas
I - já teve a sensação de ter vivido algo muito grande e de repente voltar e perceber que ainda nem começou?
ResponderEliminarII - Começar do começo, para não virar um jogo eterno de rabiscos e rascunhos.
Gosto tanto disso, mas será que um dia terminará?
B, b.
gostei muito dos textos!
ResponderEliminarnao sabia q tb gosta d escrever!
=)
parabens por todos, sao muito bonitos!
bjs,
karol
Sinestésicamente, não. =)
ResponderEliminarPoisé, Karol. Esse sou eu.
ResponderEliminaradoro gatinhos, mas tenho alergia...
ResponderEliminaradoro sonetos, mas nunca escrevi nenhum!
A vida é engraçada...
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